
Inserido nas celebrações da “Semana Europeia” em Washington, patrocinado pela Embaixada de Portugal em parceria com o Instituto Camões e o The John F. Kennedy Center for the Performing Arts, realizou-se o concerto da fadista Nathalie Pires no Millennium Stage, na segunda-feira dia 14 de Maio com lotação esgotada, envolvendo um público das mais diversas etnias e nacionalidades, que se estendia ao longo do Grand Foyer onde se encontra a estátua do imortal John F. Kennedy, 35º Presidente dos Estados Unidos da América.
O emblemático centro de artes e espectáculos vestiu-se de Fado numa tarde que foi de grande sucesso não só para a “Canção Nacional”, mas também para a cultura portuguesa em geral.
Com a presença dos Embaixadores e Embaixatrizes de Portugal e Brasil entre outros dignitários, o espectáculo teve sobre tudo a finalidade de afirmar na cidade capital dos EUA, o estatuto do Fado como “Património Imaterial da Humanidade”, declarado pela UNESCO a 27 de Novembro de 2011, o qual foi celebrado no Museu do Fado em Lisboa, tendo a fadista luso-descendente feito parte do elenco de artistas que ofereceu um memorável espectáculo para o povo Lisboeta.
Desta feita o concerto que teve a duração de uma hora, com a voz de Nathalie Pires que acompanhada por José Silva na guitarra portuguesa, Viriato Ferreira na viola e Pedro Pimentel no contrabaixo, transportaram o público a Portugal, numa viajem em que a nossa cultura musical foi o ponto de partida e de chegada, para um público participativo que soube mostrar o respeito pela arte através do seu silêncio, aplaudindo com emoção ao final de cada interpretação, ovacionando de pé em repetidas ocasiões.
O concerto incluiu temas do fado tradicional dos mais consagrados poetas e compositores. O espectáculo concluiu com todo o público de pé pedindo mais, ao que a artista acedeu e cantando entre a multidão, deu por terminado o evento que transformado numa verdadeira festa com o povo mantendo-se de pé, a acompanhar com palmas, cantando e dançando, demonstrou que o Fado para além de evocar a tristeza com tópicos melancólicos e de saudade, pode ser também motivo de celebração e alegria.
